RELATOS DE VIAGEM À RIVIERA FRANCESA

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hoje, depois da corrida matinal pela Promende des Anglais, resolvi entrar em direção ao centro de Nice até a Praça Massena. Fui dar uma olhada nos preparativos para o Carnaval que começa esta semana. Na orla já estão terminando de montar as arquibancadas e vários hotéis e bares mostram pinturas alusivas ao evento.

Chegando na Praça Massena tive uma surpresa: um enorme painel mostra uma Arca de Noé com a bicharada desesperada e louca para abandonar a "barca" prestes a afundar.
Olhando mais atentamente percebi que no centro do painel tem um personagem amarrado a um poste. Abandonado pelos companheiros de viagem, está destinado a afundar com a Arca. Olhei mais atentamente e tive a impressão que conhecia quele rosto.

- Não pode ser o Pavan!

Pensei em voz alta.
Mas os franceses de Nice não usam o carnaval para fazer denúncias políticas de corrupção e ladroagem de políticos. Muito menos de outros países. Nem imaginam que exista, em Santa Catarina, uma Arca que transporta, por águas turvas, um penca de políticos de cores e idéias carnavalescas.

Bem, preferi pensar que tudo não passou de coincidência e mau pensamento desta minha cabecinha que sempre está vendo chifre em cabeça de cavalo.
Sobre a figura que está lá amarrada no poste, destinada a afundar no mar de lama, acho que é o ator Gérard Depardieu.
Melhor assim!

J.L.CIBILS deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pensei que era o Pavão. Ah ah ah ah !!!": Ai Amigo, é (Jarró de Pardieiro),Jarro de Pardiero, é o nosso daqui, nao tem outro, o resto é imitaçao ou falcificado do Paraguay.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


Pessoal, a minha neta Luisa está muito bem no bem bom quentinho da sua "casinha".
Está com mais de quatro quilos e não dá sinal de querer mostrar a carinha. Embora nossa curiosidade e ansiedade sejam grandes quem manda agora é ela. O médico marcou o parto para dia 15.
De maneiras que, não perguntem mais se já nasceu, tá legal? (rs)
Qualquer mudança de rumo avisaremos. A vida aqui continua normal e hoje vamos visitar Grasse, cidade dos perfumes...como se nada estivesse acontecendo. Humm!

Catedral, Matisse e jazz

Catedral Ortodoxa de São Nicolau, Nice

Dia destes, com chuva, resolvermos fazer um programa indoor. Passamos pela Catedral russa de São Nicolau, aqui perto, e depois fomos conhecer o Museu Matisse.
A Igreja Ortodoxa de São Nicolau de Nice, construida em 1903, tem 52 metros de altura, é o maior edifício do gênero fora da Rússia. Foi construida pelo último czar russo, Nicolau II. A escolha de Nice para foi devido à imigração russa durante a revolução de 1917 com a fuga de muitos nobres russos do país.
A Catedral tem
uma arquitetura inspirada nas igrejas de São Basílio o Bendito, na Praça Vermelha e Iroslav dos séculos XVI e XVII. Existe aqui uma batalha jurídica
pela propriedade da igreja. Deu no Le monde: "A Federação Russa tenta apropriar-se dessa imponente catedral, tombada como monumento histórico" - denuncia o jornal "Le Monde" através do seu correspondente Paul Barelli, em artigo intitulado "A Rússia reivindica a propriedade da igreja ortodoxa de Nice".

Saímos dali e fomos para o Museu Matisse no bairro nobre de Cimiez. O caminho é feito colina acima passando por casas e prédios de arquitetura maravilhosa. No roteiro, o deslumbrante prédio Le Regina, onde Matisse morou muitos anos. Inicialmente Matisse morou na Vieux Nice, no Le Marchê aux Fleurs, em um prédio onde passo diariamente em minhas corridas matinais.

Chegamos com chuva ao jardim do museu. Caminhamos pelas alamedas ladeadas de oliveiras centenárias, todas batizadas com nomes das grandes estrelas do Jazz. Ali se realiza anualmente Nice Jazz Festival . Ano passado estiveram no festival Milton Nascimento e Gilberto Gil.
O museu na colina de Cimiez fica no centro da antiga vila romana de Cemelenum que é um sítio arqueológico com suas ruínas magnificas.
O museu é bem interessante e abriga pinturas, desenhos, esboços, fotografias, esculturas e objetos pessoais de Heri Matisse doados por ele e por seus herdeiros.

Oliveiras, alameda Dizzi Guillespie e o museu Matisse ao fundo

Esperando Luisa

Minhas duas filhas, e a neta na barriga, passeando em Grasse, a cidade dos perfumes.

CL deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Esperando Luisa": Putz, não vai ser mãe. Vai ser irmã mais velha. E tu, ainda assim, avô. hehehe. A tia parece irmã um pouco masi velha. parabéns pelas lindas meninas.

Aline Graziela deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Esperando Luisa": Céus... é uma menina com outra menina no ventre. Lindas e jovens. Ser avô deve ser muito bom mesmo

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Esperando Luisa":
Acompanho seu blog todos os dias, e fui um incentivador para que escrevesses com mais frequencia.
Parabéns pelas lindas filhas!

Grasse: capital mundial do perfume



Ontem visitamos Grasse, a Cidade dos Perfumes. Fica a noroeste e a 40 minutos de Nice. Depois de Cannes pode-se abandonar a autopista e seguir por um vicinal e admirar a paisagem da Provença. Várias estradinhas - de excelente qualidade - se cruzam, o trânsito é tranquilo e se passa por pequenas cidades todas preservadas e sem prédios. Plátanos, ciprestes e oliveiras são as árvores mais abundantes no caminho.
As oliveiras que margeiam a estrada são todas de troncos grossos e retorcidos denunciando sua longevidade. Passam dos 100 anos.
Grasse é o berço da perfumaria internacional. Cidade de 45 mil habitantes é responsável por dois terços da produção de aromas da França, coisa em torno de US$ 600 milhões anuais. Não é pouca coisa. Fundada no século XIII, Grasse guarda segredos da alquimía das essencias. Andando por suas vielas medievais se aspira lavanda, almiscar, rosas, anis e muito mais.

O Museu Internacional do Perfume, único no mundo, é algo espetacular. Fiquei impressionado com as formas criativas de mostrar a história, produção, frascos, design, embalagens e tudo o mais que se relacione a perfumes.
No museu com cerca de 32 salas distribuídas em 3.500 metros quadrados se faz uma viagem sensorial pela história dos perfumes desde a antiguidade até os dias de hoje.

No primeiro espaço uma experiência surpreendente. Ao se entrar em uma sala a luz vai diminuindo ao mesmo tempo em que uma música, com ruídos suaves, vai invadindo o ambiente.
Acomodados em grandes almofadas espalhadas pelo chão, ssistimos uma projeção - em duas paredes a 90 graus - de imagens de plantas, flores, fogo, rios, neve, madeira, vento, tudo acompanhado do cheiro dos elementos projetados. A imagem muda e mudam os aromas: incrível !

O Egito, origem do perfume, tem seu espaço reservado com vitrines cheias de potes de cerâmica, metal, madeira e vidro trabalhados e com as mais variadas formas. Verdadeiras jóias.

Em um jadim interno pudemos conhecer as plantas "ao vivo". Ao lado de cada uma, além do nome científico e popular, um equipamento onde se puxando uma aste de metal é possível sentir o perfume da planta. Os que mais me impressionaram foram os de maçã verde, almiscar e anis.

Visitar esse museu é conhecer a história do perfume através das civilizações além dos estudos de formas e design de seus frascos até os dias de hoje. Para quem tiver a oportunidade de conhecer não deve perdê-la. Grasse faz jus ao nome de capital mundial do perfume.

Cesar Laus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Grasse: capital mundial do perfume":
Meu amigo. Até parece que estas preferindo que a netinha demore. Enquanto isto vais rolando pela cidade. Afinal, é Nice ou Nizza??hehehe
Tem francies que pronuncia nisss
Abs

Cangablog: Querido Cesar, esta questão já havia sido levantada aqui por um leitora que parecia até um pouco indignada com a minha grafia de Nice, Nizza, ou Niza.
resposta foi essa: Pesquisei o assunto e descobri que "Nice" foi anexada à França em 1860 sendo até então parte do Reino da Sardenha, nunca foi parte do Estado italiano, que surgiu apenas um ano depois. O estado italiano foi unificado por Giussepe Garibaldi (o da Anita) nascido, casualmente, em Nizza.
O nome Nice foi adotado pelos norte-americanos que se apaixonarm pelo local e o transformaram, durante anos, no centro da badalação do jet set internacional. Tipo: o lugar era uma nice (ehehe). Adotei o nome original. Só isso.

Neva em Nice neste momento

Havia visto neve apenas um vez, em 1979, no Chile na Codilheira dos Andes. Outro dia, fotografei a orla de Nice com as montanhas dos Alpes Marítimos nevados atrás. Hoje, grata surpresa: está nevando! Da janela do nosso apartamento estamos assistindo ao show da natureza.
A neve não chega a acumular nas ruas mas, carros que estacionaram recentemente aqui na frente mostram que nevou forte por perto. Estão com o teto branco.
Ontem, assistindo a partida de futebol entre Lens e Olympique de Marseille estranhei que as marcas do campo eram pintadas de marrom, cor de terra. Não entendi até o momento em que começou a nevar, claro!

Atualizando: Neste momento a precipitação de neve aumentou e Nice enfrenta uma nevasca como não se via há mais de 10 anos

Adolfo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Neva em Nice neste momento": traz um pouco da neve pra Florianópolis

Cangablog: essa foi boa Adolfo !


Cultura e ogros urbanos

"l'Ancien port de Nice" Tableau d'Isidore Dagnan (1794-1873)

Mesmo com uma chuvinha leve, temperatura de 3 graus centígrados, saí cedo para correr pela orla de Nice como faço toda manhã. No trajeto, venho acompanhado a montagem das arquibancadas para o Carnaval, que ocupam metade do calçadão da Promenade des Anglais . Ontem percebi uma van de uma agência de publicidade colocando saarrafos na parte traseira das arquibancadas.

Concluí imediatamente que o espaço estaria vendido para comerciais de lojas, intitucionais de empresas de comunicação e aquele varejão de anúncios a que somos submetidos nos espaços visuais públicos de Florianópolis.

Quando cheguei à Promenade hoje tive uma grata surpresa! Os espaços foram ocupados por grandes painéis fotográficos de Nice antiga. Assinados pela prefeitura local o material histórico é alusivo aos 150 anos da cidade (1860-2010).

Fiquei maravilhado com o material e apreciei, abaixo de chuva, foto por foto. Enquanto corria de volta para casa fiquei pensando neste tipo de atitude dos administradores da cidade. Praticariam um tipo de capitalismo elegante? cultural?

Onde está diferença entre essas pessoas e os nossos Dários da vida.

Quando levanto esse tipo de argumento não estou, aqui, plagiando os “novos ricos” que empestam nossa cidade vomitando bobagens tipo: “isso é de primeiro mundo”, como se só na Europa existissem coisas boas. Não, de forma alguma.

Levanto esta questão para ver se entendo onde está a diferença entre uma administração comprometida com cultura e história e outra comprometida com interesses econômicos e com a rapinagem.

A questão estaria na população eleger pessoas com um mínimo de cultura. Mas como saber quem tem cultura se a própria população é mantida na ignorância e fora dos limites do conhecimento.

Este tipo de exposição fotográfica de Nice não interessa, por exemplo, aos nosso administradores de Florianópolis. Seria perda de dinheiro ocupar espaços nobres com “fotos velhas” da cidade. Manter a população na ignorância ainda é uma das grandes formas de dominação e manutenção do poder.

Quando penso na famigerada árvore de Natal construida por Dário & Mário na Beira Mar Norte percebo a diferença entre simples painéis fotográficos e um equipamento eletrônico supostamente moderno mas totalmente vazio de conteúdo. Estéril.

Enquanto em Nice o espaço público é utilizado para resgatar e divulgar, para população, suas origens, história, estilos arquitônicos e comportamentos, enfim a cultura de uma época, em Florianópolis se usa o espaço público para, través de uma estratagema visual, enganar a população e lucrar com o dinheiro público.

Deveríamos então eleger só pessoas cultas ? Acho que algo perto disso seria o ideal.

- Mas no parlamento está representada a população. Todos os seus estames.

Me disse o jornalista Carlos Padilha outro dia. Ao que respondeu Dario de Almeida Pra do Jr.:

- No parlamento existe todo o tipo de gente. Branco, gay, negro, ladrão, honesto e desonesto. Só não tem bobo!

Tem razão o Dario, mas daí a elegermos verdadeiros ogros urbanos apenas com conciência mercantil tem um grande diferença.

Wilmor Henrique deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cultura e ogros urbanos": Belo texto Canga!
Parabéns

Aline Graziela deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cultura e ogros urbanos":
Fiquei pensando sobre a eleição de pessoas cultas no Brasil. FHC, até onde pesquisei, é bem culto, e não foi lá muito bom. Minha tendência é acreditar que no Brasil, as pessoas cultas, mas cultas messsssmo, não se metem na política, pq a política deste país é suja, fétida e corrompida. Se houvesse chance de uma pessoa culta, honesta, verdadeira, comprometida, entrar na política para fazer realmente o que o povo deseja, sem o partido se meter, sem os desmandos dos colegas de partido, sem os ataques dos pseudo-aliados, os cultos criariam mais coragem. Ainda na faculdade, lutando nas eleições do Diretório Acadêmico, ouvi que a política era coisa para quem tinha estômago, não era para qualquer um. De fato, em muitos casos, as tramas políticas causam ânsia. Nas eleições do próprio diretório vi coisas que me deixaram furiosa, como o roubo de projetos de outras chapas, mentiras, calúnias, etc. O jogo era sujo, muito sujo. E muitos dos que competiam naquela época hoje são vereadores em diversas cidades do estado, outros são apadrinhados de políticos influentes. O que vi naquela época se repete nas Câmaras de Vereadores, nas Assembléias Legislativas, na Câmara de Deputados, no Senado Federal, etc. Se repete na eleição de prefeitos, governadores e do próprio presidente. Também se vê sujeirada nos Tribunais Estaduais, Regionais e nos Superiores. Não existe, de fato, um comprometimento das pessoas com a função que exercem. Se houvesse comprometimento, LHS não teria renunciado antes de terminar seu mandato, e não renunciaria agora, para dar lugar ao Pavan, investigado por coisas além do nosso imaginário. Se houvesse comprometimento, Dário Berger não cogitaria a hipótese de sair como candidato a governador do Estado. Ele foi eleito para governar a capital por quatro anos, não apenas dois. Nâo há respeito com o voto recebido. Não há respeito com as promessas feitas. Não há respeito com a verdade. Moral e ética nem se fala. Ele lixo em que se transformou nossa política espanta quem realmente gostaria de fazer algo pelo bem comum, sem desvio de verbas, sem apadrinhamentos, sem promoção pessoal de políticos, etc. Será que estou errada?
Aline Graziela

Aqui como aí cultura atrai população



Recebi este comentário onde o leitor diz que é só disponibilizar passeios, acervos e espaços culturais que a população comparece, prestigia e aproveita. Aqui em Nice também acontece o mesmo. Percebi isso hoje qundo fui fotografar os painéis de fotos antigas sobre Nice que ontem, devido à nevasca, não pude.
As pessoas param, observam, discutem, fotografam. Os mais velhos ficam mais tempo frente às fotos. Identificam lugares que já não existem mais e falam sobre onde ficava esse ou aquele prédio. Muito legal!

RCS deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Cultura e ogros urbanos": Outro dia, num sábado, abriram a ponte Hercílio Luz para as pessoas caminharem numa das cabeceiras. Fui lá, logo na cabeceira, antes de entrar na ponte de um lado tinha de um lado uma tv com imagens antigas da ilha e da ponte, e do outro lado algumas fotos. Fiquei muito impressionado com a reação positiva, curiosa, de admiração e até emocionada das pessoas, tal como eu. Alguns chegavam a tirar fotos dessas fotos. Como li no blog do Damiao, precisamos nos reencontrar com as origens da nossa cidade. Abs.,

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nevasca em Nice



Havia visto neve apenas um vez, em 1979, no Chile na Codilheira dos Andes. Outro dia, fotografei a orla de Nice com as montanhas dos Alpes Marítimos nevados atrás. Hoje, grata surpresa: está nevando! Da janela do nosso apartamento estamos assistindo ao show da natureza.
A neve não chega a acumular nas ruas mas, carros que estacionaram recentemente aqui na frente mostram que nevou forte por perto. Estão com o teto branco.
Ontem, assistindo a partida de futebol entre Lens e Olympique de Marseille estranhei que as marcas do campo eram pintadas de marrom, cor de terra. Não entendi até o momento em que começou a nevar, claro!

Atualizando: Neste momento a precipitação de neve aumentou e Nice enfrenta uma nevasca como não se via há mais de 10 anos

Adolfo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Neva em Nice neste momento": traz um pouco da neve pra Florianópolis

Festa no 507




No quarto numero 507 da Poiclinica Santa Maria, em Nice, teve festa esta manhã. Fomos (Gisa, Ana Laura e eu), conhecer a Luisa, minha primeira neta.
Encontramos Luisa com a mãe, Isadora, felizes da vida e impacientes com a nossa demora.

Bem, dizer que a Luisa é a criança mais linda do mundo não é necessario, é so ver as fotos.

Foi uma noite meio de entresono. Acordei varias vezes achando que ja estava na hora de encontrar a Luisa. Uma expectativa boa que ha muito não sentia.
A guriazinha chegou poderosa com 4,3 kg. Nasceu na mesma data (15/02) de Galileu Galilei e do filho do amigo Carmelo Cañas.

Todo o mundo passa bem, inclusive eu.
Bem, por enquanto é isso. Vou voltar à Policlinica, aqui ao lado, pois parece que ouvi um chorinho de nenem, em frances.
Au revoir

Martha Mansinho deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Festa no 507":
PARABENS Canga e Cia Ltda !!! A Luisa é LINDISSIMA!!! Boa sorte! Felicidades!!
Tenho um filho de Aquario, ele é show!!
Cheguei hoje depois de 5 dias sem computador, soube agorinha da chegada da Luisa no dia 15! BRAVO!! Cuidado com o coração vovó!
Bjos, martha mansinho

Gilberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Festa no 507": Parabéns Canga bela menina. è muito bom ser avô passei pela experiência seis meses atrás quando nasceu o Caetano. Um abraço
Gilberto Gonçalves

Cesarlaus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!": Parabéns vovô amigo. Muita alegrias e muitas felicidades para esta sua linda menininha. Pra mamãe e pro papai também.
Mas não esqueça de voltar. As eleições estão chegando e precisamos de ti por aqui.
Abs

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Luisa nasceu. Sou avô!


A minha neta Luisa nasceu hoje, dia 15 de fevereiro de 2010, na Policlínica Santa Maria em Nice, Côte D'Azur. Nasceu em plena segunda feira de carnaval. Aquariana. Franco Brasileira.
Luisa finalmente deu o ar da sua graça. Veio com 4,3 kg, às 19:30h (16:30 Br).

Mãe e filha passam bem.

Nosso primeiro encontro será amanhã de manhã. Já me sinto avô. Estamos comemorando com um bom vinho.
Au revoir !

Paulao deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!":MÔ Novo Pombo
SALVE SALVE SALVE
Bem-vinda com as bençãos divinas.
Paulão et catrefa

Grande Canga,
parabens..
por acaso é o mesmo dia em que nasceu meu filho: 15 de fevereiro. Hoje comemoramos os 5 anos dele.
Aproveite a nova fase...
Grande abraço..
Cañas

Luiz C. Schneider deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!":
Parabéns, Canga. Muita saúde para a Luísa.
"Mãe e filha passam bem", ótimo. Mas qual o quadro de saúde do vovô?
Abraços
Schneider

Nei Duclós deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!": Viva o nascimento, viva a neném, viva a mãe, pai, avô et alli: todos renascem juntos com a criança. Vô Canga: vê se não toma todos os vinhos e traz alguns para a gente provar. Abs. e parabéns!

blogdogiba deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!":
Parabéns gaudaério. Que sejas muito feliz nesta nova etapa da tua vida. Felicidades a todos por aí.
Abraço do Giba

Olse Jr. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A Luisa nasceu. Sou avô!":
Sérgio, camarada, salve!
Estamos solidários... Se é que se pode compartilhar de tal emoção...
Saúde e felicidades a todos...
O carinho do poeta!
Olsen Jr.

Vô Canga
Parabéns
saude pra todos
Mosquito

Parabéns meu caro! Vida longa para Luiza. Forte abraço
Nei Silva.


Nice e Florianópolis

Nestes dias que tenho andado por Nice observo prédios, pessoas, comportamentos, me interesso pela história da cidade e percebo algumas semelhanças com Florianópolis.
Guardadas algumas proporções de idade, tamanho, cultura, origem de colonização e estilos arquitetônicos as duas cidades são litorâneas, se assemelham geograficamente, tiveram seu desenvolvimento, de certa forma, ligado aos seus portos e têm vocação turística.


Coloco lado a lado fotos de Nice e Florianópolis onde podemos observar que também temos um acervo histórico importante das nosssas origens e do nosso patrimônio cultural.
A diferença está em como este patrimônio foi tratado e de que forma é divulgado para seus habitantes no sentido de formar pessoas com conhecimento da sua própria história. Enfim, com cultura.Outra coisa que percebo é a relação de Nice com o mar, com a sua maravilhosa orla. Florianópolis, a medida que foi crescendo e se "modernizando" se manteve cada vez mais virada de costas para o mar. Os aterros, tanto da baia norte como da baia sul, tiveram como único obejetivo facilitar o trânsito de automóveis, legalizar e valorizar terrenos de elites incultas.
Quando penso no aterro da baia sul, com projeto urbanístico de Burle Max, hoje totalmente descaracterizado, e comparo com a orla de Nice percebo o quanto nossos administradores foram tacanhos e mercantilistas.É um desclabro Florianópolis desprezar um espaço daquele tamanho, contruido para afastar o mar da cidade e transformado em estacionamento de carros, barracas de vendedores de contrabando e de produtos pirateados, um centro de conveções gigantesco construido ilegalmente sem nenhuma preocupação com o paisagismo e estilo arquittetônico da cidade e finalmente a latrina da cidade. Uma Merda!
A destruição do Miramar com a chegada do aterro sul foi outro crime com o patrimônio da cidade. A tentativa de preservar a sua memória com marcos de concreto enfileirados em um espaço nobre do centro de Florianópolis é de uma pobreza tal que beira o ridículo. A aridez em que o espaço foi transformado, sem uma árvore, deve ter sido fruto do delírio de um desenhador que dormiu arquiteto e acordou artista. Pobreza!


Nice, Nizza, Nissa, Nicaea

Ao contrário de Florinópolis, os dministradores de Nice, já no final do século 19, tinham as atividades da cidade essencialmente voltadas para o turismo. Mas não da forma como se faz em Florianópolis, um turismo pedrador, descaracterizador, ignorando a cultura e a história da cidade.

Para revitalizar Nice e suas tividades os administradores investiram toda as suas energias no domínio cultural. As Universidades de Valrose e Trotabas Carlone atraem uma grande população de estudantes a cada ano. Uma quantidade igualmente grande de museus ricamente dotado contribui para o renascimento da cidade.
Museus de Nice: Arte Massena e Museu Histórico, Museu de Arte Modern
a, o Anatole Jakovsky Internacional de Arte, o Museu Franciscano de Cimez, o Musée des Beaux-Art, o Museu Matisse, o Villa Arson e o Musée des Arts Asiatiques. Não se deve esquecer que Nice é também o lar de muitos artistas contemporâneos, como César, Yves Klein, Arman e Nikki de Saint-Phalle e Matisse.

Desde 1989, a cidade investiu ns suas atividades teatrais. O Centro Nacional de Artes Dramáticas da Côte d'Azur, ou ainda o Teatro Nacional de Nice, oferece programação da melhor qualidade artística.
Mas a principal atividade da cidade é sua indústria de turismo. Nice também teve seus pecados e foi desfigurada em muitas áreas por comerciantes com a conivência de dministradores sem noção da importância do seu patrimônio arquitetônico.
Com temperatura média acima dos 10 ° C durante todo o ano, o seu carnaval, a gastronomia e o patrimônio arquitetônico, Nice é um lugar onde as pessoas vivem e desfrutam a vida com alegria segurança.
A cidade possui dois importantes centros históricos: o morro Cimiez, onde os vestígios da ocupação romana ainda pode ser visto e a velha Nice. Le Vieux Nice é seu centro histórico com todos os prédios preservados. Uma maravilha.

A cidade, com a primeira guerra mundial, perde um pouco do seu encanto. Com a ocupaçaõ alemã, na segunda guerra, Nice foi totalmente desfigurada mas retornou com o mesmo espírito de resgatar sus origens e compreender importância de preservar a sua história.

Aqui, em Nice, foram necessárias duas guerras para destruir a cidade. Em Florianópolis bastaram alguns administradores inescrupulosos com a cabeça voltada somente para os negócios e o mercantilismo. Uma lástima!


L.C. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Nice e Florianópolis": Florianopolis é a cidade que poderia ter ter sido mas não foi, como diria algum poeta. E cada vez é menos. Será que Nice tem monstrengos cabeça de porco à beira-mar e gabarito das construçoes são maiores que seis andares?


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lula: O cara do Le Monde

Quando chegamos na Policlinica Santa Maria hoje me deparei com duas revistas Le Monde Magazine. Uma com Michelle Obama na capa e a outra, de 25 de dezembro, com Lula.

Chamada: Lula: Homme de L'anneé.

Que o nosso presidente havia sido escolhido o homem do ano pela revista francesa eu sabia. Não tinha me dado o trabalho de ler matéria sobre o assunto. Saber já me bastava.

Minha filha entrou para fazer exames e fiquei na sala de espera.
Aí me dediquei à materia, na fonte.
É uma baita babação. Tem um trecho assim:

O Le Monde, que renova o compromisso de escolher uma personalidade no próximo ano, escolheu o presidente Lula baseado em sua trajetória de vida e política. "Pensamos que, por sua trajetória desde que era um sindicalista até chegar ao comando de um País tão complexo como o Brasil, pela preocupação com a economia, com a luta contra as desigualdades sociais e defesa do meio ambiente, o prêmio está bem dedicado".
E por aí vai.

Nei Duclós deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lula: O cara do Le Monde": Canga, parte do Le Monde é propriedade da indústria de armas, o mesmo nicho que vende caças para o governo Lula. O Observatório da Imprensa mostra como o jornal foi cair nessas garras: "A crise é grave e não somente para Libération. A publicidade da imprensa diária francesa caiu 45% nos últimos cinco anos e o principal responsável por essa queda brutal foi a imprensa diária gratuita, representada por dois títulos que chegaram à França em 2002: 20 Minutes e Metro.

No país de Voltaire, a imprensa se beneficia de um sistema de subvenções públicas que representaram 800 milhões de euros de 2001 a 2006. Mas, segundo o relatório do senador Paul Loridant, os recursos não foram suficientes para estancar a perda de leitores nem a diminuição do número de títulos e a concentração do setor, dominado por dois grupos da indústria de armas: Dassault no Figaro e Lagardère, no Paris-Match e parte do Le Monde, entre outros". (http://bit.ly/6s8udg)

Yuri deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lula: O cara do Le Monde":
Este tipo de promoção pessoal desconhece fronteiras. Vide a reportagem da Veja sobre o governador José R. Arruda (DF / ex-DEM). A contrapartida foi R$ 500 mil em assinaturas da revista, oficializadas no mesmo dia da chegada das mesmas às bancas.
Yuri.

Coincidências

Quando estava em uma lan house ao lado do Hospital Lenval, há pouco, tive dificuldades com o teclado e pedi ajuda ao funcionário da casa. Não tinha jeito do cara entender o meu francês. Limitado o cara!
Ao meu lado, um outro falou português e tirou a minha dúvida. Agradeci e perguntei de onde era. Usava uma camiseta da seleção brasileira e disse que nasceu em Goiás mas que foi criado em Minas. Logo me perguntou:

- Também estás na batalha aqui?

Respondi que não. Que viera a Nice apenas para ser avô. Nos depedimos e fomos cada um para o seu lado.
Voltei ao hospital onde minha filha está esperando a Luisa e falei que havia encontrado um brasileiro na lan house, o primeiro que encontro em Nice. Minha filha perguntou de onde ele era. Quando fiz a descrição da figura e falei o seu nome ela disse que ele era o marido da Charlene, a sua manicure. Nice tem 400 mil habitantes.
Mundo pequeno esse!

Les Paul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Coincidências": Meu querido Canga, chora as lagrimas merecidas de ser avô, pai sem responsa, sem preocupações. Estou chegando depois de quase 20 dias por aí tbém (EUA e Mexico). Não acessei emails, a web, não soube nada das vilanias dos safados que nos engabelam e sobrevivi. Mas a primeir acoisa que ouvi de meu pai quando liguei de Manaus: Arruda foi preso. Temos esperança. Como cético que sou perguntei: e o resto? Ele disse. Calma meu filho, isso é pra teus netos. Um beijo nesse c0oração generoso e as bençãos de Santa Maria. Agnóstico é phlóda, dá sempre um jeito de dizer. Não acredito NELE, juro por Deus. Emocionados cumprimentos de Les Paul e Famiglia

Quase avô

Queridos leitores,
vim a Nice para estar junto da minha filha no nascimento da minha neta Luisa.
Desde que cheguei a Luisa que andava dando sinais de querer nascer se aquietou. O tempo ja estava no limite. Pois foi so chegarmos e a guria se acalmou, permitindo com isso que aproveitassemos passeando por toda a Riviera Francesa.
Mas com prazo de validade na estica, o medico marcou internamento para domingo e ver o que se faria. Cezariana aqui so em caso de urgência com risco para mãe ou filha.
Esta minha neta e muito querida mesmo. Se manteve tranquila durante o domingo, passeamos, almocamos e as 5h viemos para a Policlinica Santa Maria, da Fundação Leval, de Nice.
Pois foi so chegar e comecaram as contracões. Acho que nasce esta noite. Aqui agora são 7:30h e estou tranquilo.
So não consigo achar os acentos neste teclado e nem vou perder tempo procurando pois tenho que voltar correndo ao hospital.
Au revoir

Cesar Laus
deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Quase avô":
Parabéns velho amigo.
Muitas felicidades para a netinha, mamãe, vovô, papai e titia. Parabéns pela chega tão maravilhosa de mais um vida para alegrar nosso mundo.
Abs
Cesarlaus

Ps. como dizem os manezinhos, agora és um avô fresco. hehehe. no bom sentiido, lógico.

Via sacra por Nice

Bem, ontem como havia prometido, saí para dar uma banda na night. Me ocorreu ir ao Le Havane que é aqui perto, cerca de 8 quadras de castelhano (100m). Já estive lá, fiz amizade com o barman, um peruano que se chama Karl, e com os músicos cubanos da banda de salsa. Um deles, de férias pela primeira vez na vida, foi com a família para Florianópolis. Coincidências.
Como era sábado de carnaval imaginei que ficaria aberto até mais tarde.
Me agasalhei, sobretudo, blusa de lã e cachecol. Saí lá pela 1:30h. Devagarito no más. Um noite fria mas estrelada. Boa para perambular.
Encontrei o Le Havane animado. Música alta e pista de dança lotada. Tive que me esquivar entre palmeiras de plástico e sacos de Café du Brésil para pode chegar ao segundo bar, nos fundo, onde Karl atende.
Me recebeu com um sorriso e avisou que Alan (o músico) volta do Brasil dia 22. Pedi um pression (cerveja tirada a pressão) e me instalei no balcão par curtir o ambiente. Quatro músicas e três pression e a festa acabou!
Não tinha refresco. A hora de fechar é às duas com tolerância de 20 minutos. Bares e pub's funcionam 5 horas. Fiquei 'vendido"! Agora que noite começava a engatar...
Saí para a Rue de France e acompanhei o fluxo de pessoas pelo calçadão em direção à Praça Massena, onde acontece o carnaval que já havia acabado. Um grupo de jovens que estava bem animado no Le Havane dava sinal de que não terminaria a noite por ali.
A troupe tinha destino certo: o Pub L'Escalier, que fica na Vieille Ville de Nice ao lado da Ópera da cidade.
Foi uma encrenca para entrar. Primeiro só casais depois frequentadores conhecidos. Eu, sozinho e desconhecido, amarguei uns bons 30 minutos para entrar. Mas valeu a pena esperar. Música latina, gente bonita e, além da pista de dança 5 mesas oficiais de sinuca. Tudo isso em um ambiente de caverna com paredes e arcos de pedra. O melhor: como abrira à meia-noite, só fechava às 5 horas!!!! Teria tempo suficiente de conhecer pessoas e treinar o meu francês.
Foi uma boa noite.
Descobri, ontem, que tem um outro pub ali perto que abre às 5 da manhã e fecha às 10h. Bem...essa já é outra estória.